Outubro Rosa: Deputada Fátima Canuto promove videoconferência e ouve especialistas

Outubro Rosa: Deputada Fátima Canuto promove videoconferência e ouve especialistas

Por meio de uma videoconferência realizada nesta segunda-feira (05), a Deputada estadual Fátima Canuto lançou em parceria com a Femama e a Rede Feminina de Combate ao Câncer, a campanha Outubro Rosa. Em virtude da pandemia causada pelo novo coronavírus, a abertura da campanha foi feita de maneira online e trouxe diversos especialistas para falar sobre o assunto.

A deputada disse que se fosse em outro momento, uma audiência pública ou uma sessão especial seria realizada na Assembleia Legislativa de Alagoas. “Trazendo mais pessoas para participarem e debaterem junto conosco. Mas essa é uma oportunidade da gente debater - não apenas no mês de outubro - mas durante todo o ano sobre autocuidado e exames de prevenção, para que, se detectado precocemente, o câncer seja detectado na sua fase inicial”, explicou.

Com o tema da campanha deste ano: ‘3 perguntas que salvam #perguntapraela’, a deputada disse que se sentia responsabilidade social já que é uma das representantes do povo alagoano na Assembleia. “Essas três perguntas podem fazer a diferença para o diagnóstico precoce do câncer de mama. Dentro da Assembleia me sinto com mais responsabilidade de levar essas informações para todas a mulheres e homens, pois os homens também tem câncer”, destacou.

No início da videoconferência foi passado um vídeo da mastologista, Maira Caleffi que deu sua contribuição para o momento e falou sobre a importância da campanha Outubro Rosa ser intensificada.

A Presidente da Rede Feminina de Combate ao Câncer, Maria Helena Russo, disse que com as três perguntas, a mulher vai começar a observar, os fatores de risco. “São perguntas que podem chegar a todas as classes e de fácil entendimento. É um momento ímpar e estamos fazendo a campanha da maneira que podemos, mas acredito que estamos alcançando através de lives e de uma programação bacana”. Maria Helena parabenizou a deputada e reforçou que a iniciativa da parlamentar. “Você continua lutando pela Rede”.

Carmen Campelo, Presidente da Rede Feminina Nacional de Combate ao Câncer enfatizou que o Outubro Rosa começou com uma ação que focava apenas no diagnóstico precoce e que hoje em dia ele já foca na saúde da mulher como um todo. “As Redes Femininas estão trabalhando juntas e traz um impacto muito positivo. A importância maior delas é chegar até o paciente, aos familiares, ciclo de convívio”.

 Mastologista, Dr João Aderbal reforçou que o exame da mama é o mais importante de rastreio. Entretanto, ele disse que os mamógrafos da rede do SUS sofrem porque eles demoram na recuperação, assistência e na produção. “Enquanto no privado ele produz 100% de exames, no serviço público é demorado”.

 Ele também disse que no Brasil, o INCA diz para as mulheres fazerem os exames a partir dos 50 anos, mas é discordante da própria Rede. “Os outros exames são complementares. As mulheres precisam fazer os exames antes dos 50, a partir dos 40 anos”. Segundo ele, uma mulher tem 100 vezes mais risco do que o homem. 

“A vida moderna fez com que a mulher tenha uma vida diferente. Ela casa tarde, tem poucos filhos, qualidade de vida ruim, não fazem exercício, o grau de obesidade é alta, comem mal, bebem mais e isso tudo faz com que essa mulher tenha mais chance de ter câncer de mama, além dos fatores ambientais”, explicou.

O mastologista, Dr Alfredo Barros também defendeu que a mamografia precisa ser feita a partir dos 40 anos. E disse que muitas pessoas não têm acesso a mamografias por morar longe ou porque não tem com quem deixar os filhos. “Uma certa anarquia que existe no Brasil faz com que a mulher tenha que ir para fazer os exames separados”.